Daqui a menos de  um ano,os brasileiros irão às urnas para  escolher quem serão seus  prefeitos e vereadores pelos próximos 04 anos. Com a economia brasileira em crise, é bem possível que menos prefeitos se reelejam. As cidades estão sentindo os efeitos de recessão, com altos níveis de  violência e desemprego . Isso se reflete em uma menor aprovação dos gestores municipais, que também estão prevendo um período de baixa na arrecadação.

Neste cenário, nota-se claramente o desencanto da população com a política e com os políticos. Como o jovem apaixonado após sucessivas traições, o povo não aguenta mais promessas de candidatos que quando alçados ao poder, imediatamente buscam o seus próprios interesses ao invés de criarem políticas que melhorem a vida  do contribuinte, pagador de impostos, que os elegeu.

Atualmente, ficamos impressionados  quando analisamos o currículo de muitos dos nossos políticos. Independente do partido, a imensa maioria não possui  experiência alguma. Jamais foram testados no trabalho ou  cobrados por resultados. Com estes, devemos ficar atentos, os famosos “ políticos profissionais”. Destes devemos fugir quando pedirem o nosso voto, afinal de contas, não há cobrança aos políticos por produção de qualidade. Grande  parcela deste grupo carece também de educação, aquela que forja a pessoa com inúmeras horas de estudos e quantidade imensa de leitura. Conhecer, ler e estudar as ideologias e sistemas contrários aos que simpatizamos é o mínimo que se espera daqueles que se arvoram a opinar sobre algum assunto ou até mesmo defender um ponto de vista.

Ora, o político nada mais é que um servidor público, e como o próprio termo sugere, deve servir ao povo em sua totalidade, não só a quem nele votou ou a quem financiou sua campanha. Porem, o que se vê, é um desvirtuamento desta importante função e todos os dias estão estampados nos jornais casos e casos de políticos que locupletarem-se do patrimônio público. Então, o que pode-se esperar das eleições vindouras ? Mais do mesmo ? Esta resposta depende de nós: pois  sabemos que  a política é podre e perversa e que os homens são corruptíveis.

A política persistirá sendo suja, alguns políticos continuarão sendo corruptos, porém, apesar disso ,cabe a nós, o povo, sempre lembra-los através do nosso voto, quem manda em quem.

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Marcos Bulsing

Marcos Bulsing

Advogado, inscrito na OAB/RS 83.519 Graduado em direito na Universidade de Caxias do Sul-RS Corretor de Seguros desde 2005, inscrito na SUSEP, nº 10.0578517 Profissional com mais de 15 anos de experiência no mundo corporativo, com ênfase nos setores bancário, trabalhista e securitário.

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